Sou a "Moça da Maricota"

Pode parecer tendenciosa esta minha primeira crônica e primeiro título sem ao menos me apresentar.

Para começo de prosa, prazer, me chamo Isabela Guedes, tenho 26 anos, estudante de jornalismo das Faculdades Integradas Hélio Alonso-FACHA e amante do futebol no rádio (há mais de uma década; isto é, há 13 anos).

O meu propósito ao escrever estas crônicas para o novo segmento, que é um site, é colocar um pouco daquilo que sei - que, modéstia à parte, é diminuto. Mas como tudo nesta vida é aprender e acumular experiências, aqui vou eu. E outra questão que exponho aqui: por quê não colocar “um toque feminino” num ambiente predominante masculino?

O título dado a esta crônica foi pensado em homenagear aos principais “atores do espetáculo”. Não, não estou falando sobre os jogadores de futebol. Na verdade estou me referindo aos narradores esportivos, comentaristas, âncoras e repórteres do rádio, que levam emoções e vibrações a milhares de almas do Oiapoque ao Chuí.

Há mais de 70 anos o rádio esportivo - principalmente o do Rio de Janeiro - leva o ouvinte não só a informações e detalhes das partidas, mas principalmente à voz e à emoção, fazendo com que o ouvinte, com os olhos fechados na sua casa, no Maraca e, futuramente, no Engenhão estivesse à beira do gramado num encontro épico dos gigantes da pelota que, assim, se enquadram os jogadores do futebol.

O título desta primeira coluna neste segmento é prestar uma homenagem singela ao grande José Cabral, cujo bordão era “o Moço da Maricota”, e que, ao narrar pela Rádio Nacional em 2005 o Campeonato Carioca, foi um dos alentadores para um problema meu familiar.

Ah, antes que termine, porei uma letra de música que retrata um pouco a paixão que temos pelo rádio e, principalmente, ao futebol, que sinceramente, se não fosse a este veículo, muitos craques e keepers não teriam o estrelato nas vozes dos imortais narradores esportivos e, indo mais além, a nós, os espectadores. Esta composição é do Herivelton Martins e se chama “Meu Rádio e Meu Mulato”, na voz feminina de Zélia Duncan:

"Comprei um rádio muito bom a prestaçãoLevei-o para o morro/E instalei-o no meu próprio barracão/E toda tardinha, quando eu chego pra jantar/Logo ponho o rádio pra tocar/E a vizinhança pouco a pouco vai chegando/E vai se aglomerando o povaréu lá no portão/Mas quem eu queria não vem nunca/Por não gostar de música/E não ter coração/Acabo é perdendo a paciência/Estou cansada, cansada de esperar/Eu vou vender meu rádio a qualquer um/Por qualquer preço, só pra não me amofinar/Eu nunca vi maldade assim, tanto zombar, zombar de mim/Disse o poeta , que do amor era descrente/Quase sempre a gente gosta/De quem não gosta da gente".

Obrigada pela atenção e até a próxima.

Isabela Guedes

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