Segurança vesus Insegurança no rádio esportivo do século 21

Boa Noite companheiros leitores/ouvintes,

Ontem, quinta-feira, dia 12 de fevereiro não sairá tão cedo da minha memória devido a um fato que me ocorreu e que eu vou relatar aqui e vou tornar público, embora o fato(lamentável) se tornara público(e espero que não caia no esquecimento e/ou fique impune).

Desde que a rádio Nacional(1130 am) voltou a transmitir futebol este ano, coloquei em mente que ouviria pelo rádio,os jogos com transmissões duplas, um jogo pela Nacional e outra pela rádio Brasil(940 am). Assim, estou mantendo até hoje. A Nacional não transmitiu nenhum jogo ontem e fiquei ouvindo a bela equipe da Super Rádio Brasil, com um locutor maravilhoso, competente e talentoso. Maurício Moreira, devido a voz falhando pela gripe, mostrou a mim e a todos que estavam ouvindo sua transmissão entre Botafogo e Friburguense,às 21:30 horas, em Nova Friburgo, que é sim, um dos mais competentes locutores do rádio esportivo carioca da nova geração.

Infelizmente ou felizmente não é isso que eu quero abordar... Em um determinado momento, no final do primeiro tempo, Rafael Araújo, repórter competente da emissora da Marechal Floriano, estava entrevistando Fhael, jogador do Botafogo, quando, sem mais, nem menos, Rafael contava (espantado) que o segurança do Botafogo Futebol e Regatas, Almeida, fez com que a palavra do jogador fosse cortada inesperadamente e abruptamente. Rafael Araújo e Cláudio Pierrot(setorista do Botafogo na rádio Globo 1220 am) foram empurrados por este cidadão.

Antes de abrir este blog e sair escrevendo, as "minhas más traçadas linhas" com esta indignação; ao entrar numa faculdade(FACHA) e dedicar quatro anos de minha vida numa cátedra superior, que é o jornalismo, quero dizer que sou ouvinte de rádio há 14 anos(graças a Deus). Me senti ofendida- não pelos profissionais que amam trabalhar e lutam pela sobrevivência do rádio esportivo carioca- mas sim pela INCOERÊNCIA do que acontece hoje em dia com relação a toda "poderosa" Rede Globo de televisão.

Infelizmente, aos 85 anos de idade, o rádio brasileiro é visto, dito e compreendido atualmente como um veículo de comunicação velho, "caduco" e ultrapassado. As pessoas que regem atualmente o espetáculo midiático televisivo, esquecem que eles não os únicos e os mais poderosos. Antes deles, têm o público, seja ele telespectador ou ouvinte, que contribui pelo espetáculo para que a emissora venda a alegria popular denominada futebol. Como um operário, que tem que acordar cedo no dia seguinte, vai aos estádios entre 18:45 ou 22 horas?

Como ouvinte de rádio e contribuinte para que este país cresça, me sinto lesionada por não ouvir futebol nos horários que a "peleja" deva rolar- não antes da hora do Brasil e muito menos após às 22 horas- depois da Rede Globo acabar mais um espetáculo permitivo e permissivo das 21 horas: as novelas brasileiras-ah, antes que me esqueça, "poderosa", lembre-se e agradeça ao veículo "caduco" por você apenas copiar em xerox colorida o que lhe dá mais audiência e patrocínio.

Sinceramente, o fato de um segurança de um clube de futebol se intrometer com dois profissionais de rádio(Rafael Araújo e Cláudio Pierrot) mexeu comigo.Este desafabo que estou escrevendo, não foi pelo fato de proteger os radialistas, mas me preocupa demais, a "bola-de-neve" que a Globo coloca ao impõe"limites" (bárbaros) aos demais veículos(não só ao rádio, como por exemplo, os jornais). Um exemplo desta tirania da "poderosa", é que as emissoras de rádio não têm O DIREITO de escolher e/ou pedir para transmitirem os seus jogos após a famigerada "Voz do Brasil"- já começa a dar problemas sérios, como o fato que aqui descrevo.
Duas perguntas que me martelam e não encontro respostas para elas:

1-Por quê a Federação de Futebol do Rio de Janeiro não sentou junto com as emissoras de rádio e os sites na internet para chegarem a um consenso do horário para as transmissões esportivas?

2-Por quê o segurança do Botafogo não agira da mesma forma com os profissionais da Rede Globo? Será que é pelo fato da Globo ter a imagem e o rádio não?

O meu relato de INDIGNAÇÃO não é como profissional de rádio, que ainda não sou e nem sei se serei um dia, contudo, AMO ouvir rádio e me sinto BASTANTE chateada, chocada e lesionada como cidadã deste país, presenciar em ouvir uma situação constrangedora e bárbara que eu vivi ao escutar um simples jogo de futebol numa quinta-feira "nobre" pelo meu rádio. A verdade é nua e crua: INFELIZMENTE, o que eu percebo é que a classe, principalmente a do Rio de Janeiro, é bastante desunida, no que tange a esta forma bastante grosseira de um trabalhor que presta serviços ao Botafogo fez com dois profissionais de rádio: Pierrot e Rafael Araújo. Espero com sinceridade, que isto não se repita mais, pois mais casos poderão ocorrer, se o órgão competente aos radialistas cariocas e do estado do Rio de Janeiro, não agir rapidamente. Ontem foi um empurrão. Amanhã, espero que não seja um tiro em um profissional do VERDADEIRO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO: O RÁDIO!

VIVENCIEM, PRESERVEM E SALVEM o RÁDIO ESPORTIVO CARIOCA! Ele merece ser RESPEITADO, pois ele é seu, ou melhor, é o NOSSO PATRIMÔNIO! Cuidem dele!

VIVA O RÁDIO!

Um grande abraço,

Isabela Guedes.
blogdoradiocarioca@yahoo.com.br

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