Rádio Nacional do Rio de Janeiro:há 73 anos "no ar"

Prezados radio-nautas,

No último sábado, 12 de setembro de 2009, uma emissora bastante querida por todos, mas para mim, ela significa a extensão do meu lar. É com muita satisfação e emoção que descrevo e digito estas más traçadas linhas, ao anunciar que, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, soprou 73 velinhas.



Sou ouvinte desta emissora desde 1996, quando escutava os jogos do meu Bangu, através das ondas da Rádio Nacional, escutando o narrador esportivo Welligton Campos. e ficava muito nervosa, pois os jogadores "botinudos" do Bangu, tomavam gols, ora jogando com os co-irmãos Fla, Flu, Bota e Vasco, ora com os de "menores investimentos". Na época, o plantonista da emissora era o Eduardo Henriques.

Ao iniciar este trabalho no blog no ano passado, acredito que, no fundo da minha alma, queria de alguma forma extravasar o meu descontentamento com o fim da equipe de esportes da emissora. Todavia, ao longo do tempo, que me mostrou a ter paciência, pois neste ano que já está quase no seu término, a RN trouxe de volta às transmissões esportivas.

Ao pesquisar na Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro para a minha monografia, cujo tema será sobre a história do rádio esportivo, trarei à baila o trecho que expõe a parte esportivo.Ele fora escrito em 1956, na comemoração dos 20 anos da emissora "Mais Querida da América Latina". O livro se chama "Rádio Nacional 20 anos de liderança e serviço do Brasil".
No final do texto, porei um trecho de áudio de uma narração esportiva feita pela Rádio Nacional, em virtude da Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil. A peleja foi a final entre Brasil e Uruguai. Porei a legítima narração de Antônio Cordeiro, no dia da final no Maracanã em 16 de julho de 1950. O local foi denomidado de "Maracanazzo", pois o Uruguai ganhou do Brasil por 2 a 1. O áudio será retirado do blog do radialista capichaba Fábio Pirajá.

Meados de 2004, a emissora da Praça Mauá estava fadada ao fechamento. Os anos passaram-se, e, vale ressaltar e muito o trabalho incansável de Cristiano Menezes, hoje um dos repórteres de campo e da EBC(Empresa Brasil de Comunicação), pelo restauro da "Vovó Nacional", que de "gagá" não tem nada. Comparo-a com as vovós modernas: antenada com o mundo atual. Caso algum leitor tenha alguma aversão no amplitude modular, repare pelo menos uma vez, se melhorou deveras o seu problema de audição, ou seja, aqui no Rio de Janeiro, os "khz 1.130 am", o som da emissora está bem mais limpo e com pouquíssimos estalos. Para quem estiver fora do Rio de Janeiro,
aqui vai o link para sintonizar na web a aniversariante de sábado passado.

Hoje terá futebol pelas ondas da Nacional. A partida será Vasco e São Caetano, válida pela 24ª rodada Campeonato Brasileiro da Série B, no estádio Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. A bola rolará às 21 horas. A Nacional começará a transmitir das 20 horas. Quem quiser escrever para a equipe de esportes, o e-mail é: futebolnacional@ebc.com.br.

Parabéns à "minha" Rádio Nacional do Rio de Janeiro pelos seus 73 anos de glória!

Um abraço,


Isabela Guedes.
blogdoradiocarioca@yahoo.com.br

Esportes


"A primeira vez que a rádio nacional realizou uma inovação no mundo dos esportes estabeleceu um novo vínculo entre a crítica e a execução. Lançou um concurso entre figuras de esporte para revelar um novo “astro” da locução esportiva. O técnico Ademar Pimenta, que em 1938 dirigiu a seleção nacional no campeonato do mundo, foi o vencedor a Rádio Nacional inaugurava, assim, uma nova oportunidade aos homens do esporte para o seu ingresso “no outro lado”, isto é, no setor da crítica e da reportagem.


Em 1946, as transmissões de futebol da Rádio Nacional realizaram uma verdadeira revolução em matéria de reportagem radiofônica. Era o sistema duplo, dividindo a cancha em dois setores, cada qual “ocupado” por um locutor colocado de preferência na zona de ataque de cada quadro. O sistema duplo foi inspirado no moderno método de arbitragem em trio, com os “bandeirinhas” colocados em ângulos opostos.

Posteriormente, o sistema duplo, já adotado por outras emissoras de todo o país, foi aperfeiçoado com informantes de “goal”, repórteres volantes colocados atrás das metas.


As atenções da sessão de esportes da Rádio Nacional distribuem-se por todos os setores esportivos nacionais e internacionais. Seus locutores e repórteres já viajaram praticamente por todos os países da América e Europa, a serviço da informação esportiva. E não só o futebol, mas o turfe, o basquete, o automobilismo e toda a sorte de atividades esportivas amadoras, estão sob as vistas de uma equipe de mais de vinte profissionais. Além das já famosas Reportagens Esportivas Brahma, aos sábados e domingos, a Rádio Nacional apresenta, diariamente, sob o patrocínio de “The Sidney Ross Co” o programa “No Mundo da bola”, recordista em audiência no seu horário.


O programa “Resenha Esportiva SuperBall”, há 12 anos sob esse patrocínio revolucionou os horários de audiência esportiva dominical. Todas as resenhas de esportes eram transmitidas entre 19 e 21 horas. A “ Resenha Esportiva Superball”, para apresentar um noticiário mais completo de todo o mundo, foi para o ar às 22:30 horas e venceu.


Novamente, neste livro da Rádio Nacional, surge a expressão —“traço-de-união”

É o que temos sido com os colegas de outros países do mundo, principalmente no setor de esportes.

Os representantes das Emissoras Estrangeiras, quando em viagem ao Brasil, encontram na Rádio Nacional o ambiente de camaradagem e colaboração para o melhor cumprimento de suas tarefas.


O Campeonato Mundial de Futebol, realizado no Brasil em 1950, foi o ponto culminante desta atividade internacional. A Rádio Nacional deu assistência técnica a todas as emissoras estrangeiras que a solicitaram; organizou serviços especiais de informação e entendimento; estabeleceu inter-relações que resultaram em proveito geral.


Em idioma espanhol, diariamente a Rádio Nacional transmitiu a marcha do Campeonato Mundial a fim de colocar os ouvintes da América Latina a par do maior acontecimento esportivo até hoje realizado em nosso país".



Comentários

Rodrigo Garcia disse…
Parabéns a rádio nacional,que ela tenha muitos anos de vida.
Na década de 90,só escutava ela.
Que saudades do Sidnei,narrando os jogos.

Valeu Isabela.
Um abraço.

http://rodrigofutebolgarcioa.blogspot.com(Futebol Sem Censura)
Gabriel disse…
Todos os dias estou ligado na rádio Nacional ouvindo o Adelzon Alvez, o amigo da madrugada.

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