Uma Crõnica Interessante: Oduvaldo Cozzi

Olá rádio-nautas,

hoje, postarei uma crônica de Gilberto Maluf, do dia 24 de março de 2008. Nela,ele descreve sobre este importante radialista que fez parte do cenário radiofônico nos anos 30. O link onde peguei esta crônica, é o Blog História do Futebol. A fonte de Gilberto foi o jornalista José Cunha.

Que você(s) tenha(m) uma excelente leitura.

Um abraço,

Isabela Guedes
blogdoradiocarioca@yahoo.com.br
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Oduvaldo Cozzi e a grande escola do Rádio Brasileiro

Foi sob o comando de Oduvaldo Cozzi qua a rádio Continental do Rio de Janeiro viveu sua grande glória de emissora cem por cento esportiva e informativa, apontada como a grande escola do rádio brasileiro. Basta dizer que naquela oportunidade um dos pupilos de Oduvaldo Cozzi era Waldir Amaral que, mais tarde, se transformaria no mais ouvido locutor do rádio carioca , a exemplo de seu mestre.

Na equipe do Cozzi estava Mário Figueiredo, um dos mais completos profissionais do rádio esportivo, no trabalho de escuta e plantão. Mário Figueiredo ficou famoso pelas suas gafes e intervenções em horas não indicadas, nas jornadas comandadas pelo Cozzi, que exigia, antes de tudo, muita disciplina.
Um dia, Cozzi estava abrindo uma grande jornada esportiva em São Januário, onde o Vasco recebia a visita do Botafogo. Mário foi escalado para uma das pontas e lá estava em seu banquinho ouvindo e se deliciando com as palavras do professor. Cozzi era chamado por todos de professor. Ali, o Cozzi narrava: “ um fog constante faz de São Januário uma Londres escura e nostálgica” . Mário não agüentou e entrou: “ Atenção, Cozzi, não é fogue não, é uma fumaça danada, que até arde nos olhos da gente.” Estragou a imagem que o Cozzi criava para dar mais colorido à abertura da reportagem. Foi suspenso e nunca mais fez ponta para o Cozzi.


Fonte: jornalista Jose Cunha




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