Direto da Redação- Com Roberto Porto

Olá rádionautas,

no início de 2011, postarei uma crônica que o excelente jornalista e radialista Roberto Porto, fez acerca de um episódio em que alguns radialistas, leia-se Júlio César Santanna(saudoso locutor esportivo que trabalhou nas Rádio Tupi(KHZ 1280 AM)) e Nacional(KHz 1130 AM), que aprontaram em cima do político Fernando Gabeira, então candidato ao governo estadual.

O texto foi posto no site/blog de Roberto Porto em 17/09/2008 e intitulada de: "Um Susto no Gabeira".

Que vocês comecem o ano "novo" com excelente SENSO DE HUMOR.

Um abraço,

Isabela Guedes
blogdoradiocarioca@yahoo.com.br
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UM SUSTO NO GABEIRA

No jornalismo já trabalhei em praticamente todas as áreas: jornais, revistas, televisões (estou atualmente na ESPN Brasil) e emissoras de rádio. Nessas últimas comecei com José Carlos Araújo (Rádio Nacional), depois o saudoso Júlio César Santana (também na Nacional), Luiz Penido (Rádio Tupi), Rádio Globo (Haroldo de Andrade) e Rádio Melodia (vários pastores) E posso garantir que a turma do rádio é fogo na roupa (expressão nova que estou lançando agora). Por isso, posso garantir que os radialistas são mais descontraídos, brincalhões e, que me perdoem, mais moleques.

No início da década de 80, vestindo a camisa da Nacional, voltávamos de uma transmissão. Só não me recordo agora de onde. Talvez Porto Alegre, Goiânia, Curitiba ou mesmo São Paulo. Éramos eu (comentarista), Júlio César Santana (narrador), Sidnei Amaral (repórter) e Gaúcho (operador). Foi quando em Congonhas encontrei Fernando Gabeira (candidato atual à prefeitura do Rio). Durante anos fomos companheiros no Jornal do Brasil, ele no Departamento de Pesquisa, eu no Esporte.

Sentamos juntos no confortabilíssimo e seguro Electra II da Varig (duas poltronas de cada lado) e viajamos colocando a conversa em dia. Relembramos companheiros e aventuras na sede da Avenida Rio Branco, onde o doutor Nascimento Brito (1922-2003) mandava e desmandava.

O bate-papo foi seguindo até que observei, nas poltronas de trás, que Sidnei Amaral e Júlio César Santana estavam preparando alguma surpresa para Gabeira. Os dois, aproveitando copos vazios de plástico – plástico duro, diga-se de passagem – colocaram os ditos cujos na sola dos pés e estavam esperando a chegada no Santos Dumont. Percebi que alguma coisa iria ocorrer. Gabeira, por sua vez, nem se deu conta do que a dupla preparava.

No exato momento em que o Electra II tocou no solo, no Rio, Sidnei e Júlio Cesar pisaram nos copos com toda força. Foi um estardalhaço. Gabeira quase desatou o cinto e saiu correndo, mas outros passageiros fizeram o mesmo. Parecia – sinceramente – que o avião iria se espatifar. Passado o susto, tudo voltou ao normal e Sidnei e Júlio César fizeram cara de que nem era com eles. De minha parte, já estava acostumado a essas brincadeiras.

Anos depois, durante a Copa do Mundo de 2002, na Rádio Globo, eu e Márcio de Souza nos metemos num embrulho de dar vergonha. Mas como a história é longa, fica para outra vez. O rádio – e Eliakim Araújo sabe mais do que eu – é um campo aberto para essas pegadinhas. Como disse acima, inaugurando uma novíssima expressão, o rádio é fogo na roupa.

Comentários

Oi, Isabela:
Como prometi estou aqui a visitá-la.
Excelente a sua forma descontraída para narrar o fato, que, pensando bem, poderia ter custado sérias confusões para os autores.
Depois do 11 de setembro, prende-se passageiro de avião por qualquer razão.
Ah, sobre o termo "fogo na roupa", ele pode estar sendo relançado, jamais inaugurado!
No meu tempo de criança, usava-se esse termo para designar alguém ou algo intenso, veloz ou incrível. Havia uma lanchinha que fazia a rota Rio-Paquetá que parecia voar, se comparada com as demais, e era apelidada de "Fogo na Roupa".

Um forte abraço e muito sucesso para o seu blog.
Gilberto.
Anônimo disse…
Roberto Porto, como vc eu sou Botafoguense doente, eu era garotinho e custumava escutar (Julio Cezar Santana) até hoje me lembro da vinhenta que chamava o locutor, saudades, saudades e mil saudades, já procurei em toda a net, e não se quer uma locução dele, me ajuda, inclusive já li todo o seu livro(BOTAFOGO: O GLORIOSO) ed. leitura.
Me ajuda ai meu velho.

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