sexta-feira, 28 de março de 2008

Radialistas Estelares que passaram pelo Baú do Esporte

No dia 18 de outubro de 2007, um programete da Rede Globo que é exibido nos dias de jogos de futebol chamado Baú do Esporte, mostrou no intervalo do jogo pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 entre Brasil e Argentina,imagens históricas com narradores, comentaristas esportivos e repórteres de campo, que passaram por rádios e televisões nas décadas de 1970 e 1980. Quando vi pela tv, fiquei louca.

Que bom que temos internet bandas-largas e o programa de vídeo Youtube para que possamos ver em nossas retinas vozes que já não estão mais entre nós, simples mortaes, embora estejam imortalizadas em nossas mentes como o "indivíduo competente" Waldir Amaral, o "banheira" Mário Vianna, Jorge Cury e João Saldanhas e os GRANDES radialistas que estão ainda na ativa, Graças a Deus, como o José Carlos Araújo, Denis Meneses e Sérgio Noronha.

Uma curiosidade para quem não sabe: Antes de ser o presidente do Flamengo em 1995 pela primeira vez, Kléber Leite foi "trepidante" do "indivíduo competente" Waldir Amaral na Rádio Globo, nos 1220 Am do Rio de Janeiro, entre as décadas de 1970/1980.


Esta relíquia posta no Youtube é de autoria de Wadopellizoni. Toda vez que assisto este "Baú do Esporte", caem lágrimas nos meus olhos.

Um grande abraço e obrigada pela visita,

Isabela Guedes.

mariaisabelaguedes@gmail.com
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Divulgação do Blog através do radialista da Rádio Globo José Carlos Araújo.

Obrigada pela divulgação qualificada e "do bem" ao GRANDE locutor esportivo José Carlos Araújo, titular da Equipe de esportes da Rádio Globo, mencionou o Blog do Rádio Carioca e Brasileiro na Rádio Globo.

Um Grande Abraço e obrigada a você Zé, pela divulgação e a todos que chegam pela primeira vez ao blog, fiquem à vontade. O blog não é somente meu, mas sim de vocês.

*Qualquer dúvida, sugestão, parabéns ou bronca, favor enviar mensagens. O e-mail está abaixo de minha assinatura.

Isabela Guedes.

mariaisabelaguedes@gmail.com

quarta-feira, 26 de março de 2008

Agradecimento- Divulgação ao Blog do Rádio Carioca e Brasileiro

Agradeço de coração ao pessoal do Site Brasil Rádio News pela divulgação, confiança e credibilidade ao Blog do Rádio Carioca e Brasileiro .

Grata e obrigada pela audiência,

Isabela Guedes.
mariaisabelaguedes@gmail.com

Futebol é com a Rádio Nacional- Um novo começo

Finalmente o "Sobrenatural de Almeida"(como diria Nélson Rodrigues) parece "baixar" sobre a Rádio Nacional, pois amanhã, a Rádio Nacional do Brasil, voltará a fazer transmissões esportivas do Iapoque ao Chuí com um amistoso entre Brasil e Suécia- amistoso esse, marca os 50 anos da primeira conquista do Campeonato Mundial de Pelé, Garrincha, Zagallo e tantos outros, do escrete canarinho- sob a batuta do locutor André Luiz Mendes.

Como expus neste blog, sou fan de futebol desde 1995, graças em primeiro lugar ao Canal 100- que passava na extinta Rede Manchete nos idos 1994 e 1995- e às Rádios Globo e Nacional .

No final de 2005, eu ouvi a última transmissão de futebol pela Nacional, quando a Equipe de esportes foi à São Paulo, "irradiar" a partida dos melhores do Campeonato Brasileiro daquele ano com Carlos Borges na locução e Mário Silva nos comentários. Esperava ao ano que estava prestes a espocar em minha vida, continuar ouvindo às transmissões esportivas. Infelizmente, não foi o que aconteceu.

O ano de 2006 espocou, e logo em janeiro, passou uma hecatombe pelo meu orkut, que eu utilizava na época, por uma fonte confiável - até pensei que fosse brincadeira: O FIM DAS TRANSMISSÕES ESPORTIVAS PELA RÁDIO NACIONAL. Como? quem? Ano de Copa do Mundo? 70 anos da Rádio Nacional? Relato aqui neste blog que fiquei BASTANTE chorosa-parecia que tinha vestido um luto em minha alma- como se tivesse perdido um ente querido meu
...

Quando começou os campeonatos em que os times cariocas estavam e às rádios transmitiam, eu ía nos 1130 AM do meu rádio para ter a esperançazinha que fosse, e a equipe esportiva chefiada por Carlos Borges naquela época, estivesse lá e comemorasse com o "carimba e assina", em conjunto com os fiéis escudeiros Mário Silva e Waldir Luiz. Que nada... Lêdo engano, o meu.
Domingo também era de bastante pesar para mim: Eu ouvia, como ouço até hoje aos domingos, a partir do meio dia- o Era Uma Vez... No Futebol-que conta com a participação estelar dos grandes "speakers" e repórteres de campo que passaram pela "casa" e também incluem os GRANDES acervos de jogos no arquivo da emissora, na apresentação do radialista Waldir Luiz.É só eu fechar os olhos e viajar nas locuções rápidas e precisas de GRANDES NARRADORES do "casting" Nacional como Júlio César SantAnna, Waldir Amaral, Jorge Cury, Paulo César Tênius, Carlos Borges, José Silvério, Mário Silva, Tárcio Santos, Waldir Luiz, José Carlos Araújo, Eduardo Henriques e outros que me fogem da minha memória.

Quase todos os domingos que a Nacional, tradicionalmente, transmitia os seus jogos, a "enlutada" aqui ligava o rádio e saía música. Nada contra... Muito pelo contrário; apenas, QUERO OUVIR FUTEBOL PELOS 1130 AM(Rio de Janeiro!); E
eu, nem muito velha, nem muito jovem,apenas na condição de ouvinte "macaca", resmungava e resmungo até hoje, passados mais de 2 anos por NÃO OUVIR O FUTEBOL pela Nacional.


A retomada da Rádio Nacional pelo futebol será dada a partir de amanhã,dia 26 de março de 2008, a partir das 14 horas, nos 1130 Am no Rio de Janeiro.

A Rádio Nacional está com um site comemorativo dos 50 anos do 1o campeonato mundial ganhado pelo Brasil. Acessem: Rádio Nacional .


Como Diria o velho jingle dos anos 90/2000: "FUTEBOL É NACIONAL..."; "DESDE OS TEMPOS DE ANTÔNIO CORDEIRO"(Introdução às chamadas esportivas cariocas e nacionais)...

Um grande abraço e obrigada pelo carinho da sua audiência,

Isabela Guedes.

mariaisabelaguedes@gmail.com





quinta-feira, 20 de março de 2008

Doalcei Camargo de Bueno- O aniversariante da semana.

Olá pessoal, tudo jóia?


No dia 18 de março de 2008, para a nossa felicidade, Doalcei Bueno de Camargo, o GRANDE narrador Dodô, que desde 2001 trabalha como debatedor no programa dominical Super Futebol Tupi de meio dia às 15 horas, sobre esportes e futebol pela Rádio Tupi(1280 Am) , completou mais uma primavera; ou melhor, mais um verão.


* Crédito da Foto de Doalcei: Rádio Tupi 1280 AM

Para quem não sabe, Dodô faz parte de uma geração de locutores- baluartes, tais como:

Waldir Amaral, Jorge Cury, José Carlos Araújo, César Rizzo, Júlio César SantAnna, José Cabral e outros...

Para homenagear Dodô, porei uma matéria e uma sonora de um jogo feito por Dodô pela QUERIDA **"finada"** Rádio Nacional(1130 Am). Curiosamente, foi o jogo da crônica do Renato Maurício Prado que pus neste blog, quando jogaram no Maracanã Flamengo e Botafogo no último domingo, dia 16 de março de 2008, vencido pelo Botafogo por 3 a 2.

**** Coloquei aspas na palavra finada para a Rádio Nacional(1130 Am), pois para mim, apesar dela estar funcionando muito bem e graças a Deus com um som audível e digital e também com o recurso via internet, sem os "chhhhhhhhhhh" e os "crecrec" que eu como ouvinte de futebol pela Nacional, incomodava-me. Em janeiro de 2006, justamente na comemoração dos 70 anos da emissora carioca e a Copa do Mundo na Alemanha,o Ministério das Comunicações, resolveu acabar com a Equipe de Esportes. Bem, isto ficará para próximo post para que eu possa expressar o meu descontentamento, até hoje, pelo FIM DA EQUIPE DE ESPORTES da Rádio Nacional. Por isso, que eu a chamo de "finada".

Dodô trabalhou nestas rádios:

Tupi, Globo, Continental, Tamoio, Nacional e Guanabara. Voltou a Tupi em 1965 como diretor do departamento de esportes, cargo que também ocupou na Rádio Globo. Doalcei nasceu em Itápolis, interior de São Paulo.

--> Peguei na Internet a informação das emissoras radiofônicas que Dodô trabalhou no Site
Sintonia- O Guia das Rádios do Rio de Janeiro .

Obrigada pela atenção,

Isabela Guedes.

mariaisabelaguedes@gmail.com ________________________________________________________________


Doalcey Camargo está fora de rádio.


Respondido em : 06/10/2003
Por onde anda o radialista esportivo Doalcei Camargo grande narrador da Rádio Tupi e Nacional?Antônio Luiz Amandio - Palhoça – SC
antonioamandio@bol.com.br

"Antônio, ótima lembrança a sua. Famoso pelo excelente profissional que é, o locutor esportivo, Doalcei Bueno de Camargo, da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, nasceu em Itápolis, interior de São Paulo, mas por deveres de seu pai que era contador e recebeu uma proposta para trabalhar na Prefeitura de Marília, Doalcei cresceu nesta cidade.

Passou a infância e começo da juventude em Marília, época esta que ingressou no rádio brasileiro. Por pouco tempo trabalhou na PRI 2 Rádio Clube. Aos 17 anos, em 1947, a convite do irmão Wolner Camargo, mudou-se para o Rio de Janeiro onde decolou em sua carreira, começando trabalhar na Rádio Tupi (AM 1280).

Com a transferência de Wolner para a Rádio Globo, Doalcei acompanhou o irmão ficando também pouco tempo naquela emissora.

A volta para a Rádio Tupi demorou um pouco, pois após sua saída da Globo, passou pela extinta Rádio Continental trabalhando com Valdir Amaral, além das Rádios Guanabara, atual Bandeirantes e Tamoio, todas também do Rio de Janeiro.

No retorno à Rádio Tupi, Doalcei foi o precursor do comentarista de arbitragem no rádio brasileiro. Lançou Mário Vianna, um ex-árbitro de futebol, para comentar as arbitragens nas partidas.

Durante muito tempo seu comentarista foi Benjamin Wright, pai de José Roberto Wright que atualmente trabalha na TV Globo e também é ex-árbitro de futebol.

Depois de muitos anos na Tupi, “Dodô” como é carinhosamente chamado pelos amigos, trabalhou nas Rádios Nacional e Globo, retornando a antiga casa após receber um convite do amigo e diretor Alfredo Raimundo.

Atualmente Doalcei não está narrando futebol, mas participa do programa “Mesa Redonda” todos os domingos das 12h às 15h, comandada por Luís Ribeiro, na Rádio Tupi.
de seus filhos.

“Convivi muito com radialistas desta época, casos de Alfredo Orlando, Mário Moraes, Fiori Giglióti, Haroldo Fernandes e Pedro Luís, com quem tive a felicidade de trabalhar durante a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, eles pelo rádio de São Paulo e eu pelo rádio carioca”, finalizou Doalcei, que se mostrou de uma humildade tamanha ao conceder esta entrevista ao “Portal Esportivo” de maior freqüência do país.
“Mesmo com toda a violência, continuo morando aqui no Rio de Janeiro próximo ao Palácio do Governo, nas Laranjeiras”, falou Doalcei por telefone ao site Futebol Interior, revelando sua paixão por Campinas, onde durante algum tempo residiu um. "

--> Entrevista realizada pelo Site Futebol Interior- A Melhor informação esportiva pela Internet.

Homenagem ao Dodô com uma sonora de 1972

Continuando as homenagens ao GRANDE Doalcei Bueno de Camargo, porei uma sonora do jogo feito pela Rádio Nacional em 1972, que peguei via Youtube, cujo proprietário é Lucas V do Martins. A partida realizada no Maracanã é ainda lembrada pela goleada que o Botafogo fez sobre o Flamengo por 6 a 0.

Ouça aqui o tradicional "E o Gol" de Dodô, pela Rádio Nacional e emocione comigo a essa homenagem ao baluarte Dodô. Parabéns a Ele.

Obrigada pela atenção,

Isabela Guedes.

mariaisabelaguedes@gmail.com

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domingo, 16 de março de 2008

Coluna do Renato Maurício Prado- O Fôlego do Cury

Hoje, domingo dia 13 de março de 2008, no Rio de Janeiro, teremos
a partir das 18h e 10min, no Maracanã, mais um clássico carioca: Flamengo e Botafogo.
No último confronto entre as duas equipes, envolvendo uma disputa de título da Taça Guanabara de 2008, o Flamengo levou a melhor; ao Botafogo, restou a lamentar e culpar os "homens de preto"- que são os juízes. Em outras épocas, a roupa que juiz e os dois bandeirinhas utilizavam era o preto, para mostrar sobriedade e transparência.
Um "pano rápido" aqui nesse blog: Por quê tôdo BOTAFOGUENSE reclama do juiz em decisões quando perde? Pára com isso... Para ser sincera, quem quer vencer não fica chorando e apontando a culpa para os juízes. Juiz erra e muito, contudo, toda partida em que o Botafogo joga e perde, o culpado é o juiz.
Lendo o periódico O Globo, a coluna de Renato Maurício de hoje(domingo), discorreu um lance engraçado com três ícones da época romântica do futebol da década de 70: O botafoguense jornalista Sandro Moreyra-pai da competênte jornalista global Sandra Moreyra, o flamenguista Carlos Niemayer- o "pai" e mentor do legendário documentário Canal 100 que passava nos cinemas e que na década de 90, veio à baila na extinta Rede (carioca) Manchete com a apresentação de Alexandre Niemayer- e o locutor estelar, fenomenal, magistral Jorge Cury- irmão de Alberto Cury(radialista da extinta Rádio Jornal do Brasil- 940 Am Rj) e do cantor Ivon Cury. Nesta época, Cury, um dos mais conhecidos moradores de Caxambu(MG), estava na Rádio Globo( 1220 Am).
Confira esta crônica e curta este momento de uma época que os anos não voltam mais ...
Obrigada pela atenção,
Isabela Guedes.

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"Reza a lenda que no Botafogo 6x0 Flamengo, em 1972, o jornalista alvinegro Sandro Moreyra foi ao jogo com o grande amigo rubro-negro Carlinhos Niemayer, dono do Canal 100. Quando o Glorioso fez o seu quarto gol, irritado, "Nini" se virou para o Sandro e disparou: "Vamos Embora!". De carona com o velho parceiro(que, como ele, morava em Ipanema), o repórter não tugiu nem mugiu.

Seguiu atrás do produtor de cinema, radiante, por dentro; mas em solidário silêncio, por fora.

O carro já rodava pelo Viaduto Paulo de Frontin, rumo à Zona Sul, quando Sandro maroto, sugeriu:

-Bota aí no jogo...

Ouvindo música, Niemayer fez que não ouviu e só foi sintonizar a Rádio Globo no momento em que, entre a galeria e outra do túnel, Jorge Cury se esgoelava, narrando um gol.

Como, entretanto, o automóvel mergulhou, a seguir, na segunda parte do Túnel Rebouças, nem deu pra saber de quem fôra. Intimamente, se perguntado quem teria marcado, os dois ficaram torcendo:

-Um gol de honra! - pensou o rubro-negro.

-Botafogo 5 X o!- sonhou o botafogense.

Quando, enfim, saíram na Lagoa, o som do rádio reapareceu e Cury ainda urrava o seu conhecido e poderoso grito de gol.

- Que fôlego, hein?- espantou-se Niemayer.

Mas, apesar da reconhecida potência vocal e pumolnar do saudoso "speaker", a questão não era essa.

Na verdade, Cury começara a narrar o quinto gol, entre uma galeria e outra, e já berrava o sexto, do outro lado da cidade- levando Sandro ao delírio e Niemayer ao desespero. "

sábado, 15 de março de 2008

Texto Bonito sobre Haroldo de Andrade


Passeando pelos blogs de amigos, vi um texto belíssimo do meu caro jornalista Eduardo Sander, uma homenagem póstuma para o radialista Haroldo de Andrade, que morreu no dia 1o de março, de diabetes. Pedi a autorização prévia para publicar a crônica neste recinto.
Obrigada pela atenção,
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"Quando o Rádio perde um grande mestre, nada podemos fazer. Apenas lamentar e manter vivo o seu legado. Foi assim com Big Boy, Nena Martinez, Collid Filho, José Duba, Antonio Luiz, Waldir Vieira, César de Alencar, Humberto Reis, Gilberto Lima, Hélio Thys, Edmo Zarife, Isaac Zaltman, Moysés Weltman, Waldyr Amaral, Giuseppe Ghiaroni, João Vita, Alípio Miranda (Pato Preto), Dalton Ferreira, Correia de Araújo, José Mauro, Gontijo Teodoro, José Adílson (Gugu), Luís Brunini, os irmãos Curi (Alberto e Jorge), Danilo Bahia, Antônio Porto, Ruy Porto, Juarez Getirana, Samuel Corrêa, Paulo Moreno, Ênio Barbosa, Paulo Martins e tantos outros. Neste sábado, 1º de março, Haroldo de Andrade juntou-se a esse timaço celestial. Exatamente no dia em que o seu Rio querido (embora paranaense de nascimento) completou mais um aniversário. Prefiro deixar os causos do grande mestre para Artur da Távola, que certamente prepara um artigo emocionante no jornal O Dia.
Vou apenas relatar um fato até hoje truncado e pouco esclarecido. Haroldo NÃO QUIS deixar a Rádio Globo para montar sua emissora, como alguns pensam. A história não foi essa. Em 2002, os jênios (com J mesmo) há uma década à frente do Sistema Globo de Rádio (após a saída do lendário e inesquecível Mário Luiz), decidiram: "Haroldo não se enquadrava no projeto Globo Brasil". E o demitiram, pura e simplesmente. Enxotado como um animal doente, sequer conseguindo despedir-se dos ouvintes! Na véspera, Haroldo trabalhou normalmente. Após (e só após) o término do programa, ele soube que estava dispensado. Esse foi o muito obrigado pelos 41 ANOS de liderança absoluta no horário de 9h ao meio-dia.
Três anos depois, venceu uma luta quase insana contra os burocratas de Brasília e inaugurou a sua Rádio, no canal AM 1060. Agora, será administrada pelos filhos Haroldo Jr. e Wilson. Para um veículo tão carente e empobrecido de VERDADEIROS talentos, sua morte é outro duro golpe. E para mim, em especial, como jornalista (influenciado pelas legendas citadas no início desta nota) e xereta (eufemismo para pesquisador), está sendo igualmente difícil agüentar os pêsames hipócritas e remorso tardio de alguns profissionais. Deixa pra lá. Coisas tão pequenas merecem desprezo.
Nem a globalização, nem a digitalização, nem a acomodação e nem o DINHEIRO irão apagar a fundamental página que Haroldo de Andrade escreveu na história do Rádio brasileiro. Mais uma vez, obrigado, Haroldão! A gente se (re)vê um dia. "

quinta-feira, 6 de março de 2008

Missa de 7o Dia de Haroldo de Andrade no Centro do RJ

Uma nota retirada do Site Oficial da Rádio Haroldo de Andrade(1060 AM) :
" A Família Haroldo de Andrade convida todos os amigos, para a missa de 7° dia de falecimento do comunicador e radialista Haroldo de Andrade, a ser realizada no próximo dia 7 de março, às 15h, na Igreja São José, localizada a Avenida Presidente Antônio Carlos, com Rua São José, no Centro do Rio. A família agradece ainda as manifestações de carinho pelo seu falecimento".

Morre no Rio de Janeiro o radialista Haroldo de Andrade




* Foto retirada do blog do radialista Daniel Pereira, que atualmente trabalha na Rádio Manchete 760 AM do Rio de Janeiro.


Olá a todos, apesar deste blog ser criado depois da morte do Haroldo de Andrade, este espaço, que é dedicado ao rádio e aos homens(do bem, honestos e com credibilidade no meio radiofônico) que trabalham na "latinha".


Obrigada a todos pelo carinho e atenção, Um abraço, Isabela Guedes.
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Haroldo de Andrade Silva nasceu em Curitiba, Paraná, em 1934. Ainda guri, Haroldo nos microfones dos parques de diversão em Curitiba.


Meados de 1954, Haroldo de Andrade, se transfere para o Rio de Janeiro, convidado para trabalhar na Rádio Mauá. A partir deste momento, o sucesso, o talento e a estrela começaram a surgir. Na Rádio Mauá, lançou o primeiro programa interativo do rádio brasileiro, ao implantar o MUSIFONE, que contava com a participação popular. O sucesso começou a despontar no Rio de Janeiro, alcançando a primeira colocação, tendo como concorrentes as Rádios Nacional, Tupi e Mayrinck Veiga.

Em 1961, Haroldo de Andrade se transfere para a Rádio Globo do Rio de Janeiro(1220 AM). Ficou 45 anos no ar, com o sucesso estrondoso, com um programa na grade chamado Debates Populares. Saiu em julho 2002 porque a Rádio Globo quis naquele momento, adotar um "Padrão (Nacional) Globo de Qualidade" e infelizmente o Mestre Haroldo por não fazer parte do "novo" "Padrão Globo".

Em 07 de novembro de 2005, Haroldo de Andrade, implanta nos dials cariocas, a sua própria rádio, a Rádio Haroldo de Andrade, nos 1060 AM. Curiosamente ou não, é o mesmo dial da Rádio Mauá, a primeira rádio carioca que o convidou para trabalhar, logo que chegou a antiga capital federal, o Rio de Janeiro.


O Mestre Haroldo estava internado há um mês no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, e morreu por volta das 16h20, do dia 1o de março, aos 73 anos, de falência múltipla dos órgãos. Era diabético. Deixa espôsa, oito filhos e uma legião de ouvintes-órfãos de seu talento, genialidade e competência.

Humor no Rádio Esportivo Carioca- Uma deliciosa crônica do GRANDE Roberto Porto



Boa Noite a todos,


hoje indo à internet e xeretando o blog do jornalista Eduardo Sander, vi o link do colunista esportivo, cascudo por sinal, Roberto Porto em seu blog no Direto da Redação. Roberto trabalhou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Boa Leitura e sobretudo, boas gargalhadas.

Um grande abraço,

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Chovendo A Píncaros na Gávea

Por: Roberto Porto

" Comecei no rádio a convite do narrador José Carlos Araújo e o aval de Jorge Guilherme Pontes, ex-chefe da Agência Globo de Notícias. A rigor, na tradicional Rádio Nacional da Praça Mauá, tinha obrigação de pautar os repórteres Deni Menezes e Eraldo Leite nos clássicos de domingo no Maracanã. Mas não era só isso. Participava também do Bate Bola Nacional, comandado por José Cabral, das 11 às 13 horas, e comentava jogos sem grande importância, pois os titulares eram Luiz Mendes e Washington Rodrigues. Até aí tudo bem – ou quase tudo bem – pois que rádio é ao vivo e não há jeito de corrigir um erro de informação ou uma bobagem dita no ar.
No Bate Bola comandado por Cabral, os repórteres eram Valdir Luiz (Botafogo), Zildo Dantas (Flamengo), Jaime Luiz (Fluminense), Agostinho Gomes (América) e Mário Silva (Vasco da Gama). Durante as duas horas do programa, Cabral, do estúdio, chamava um a um os responsáveis pelo noticiário dos clubes e ainda acionava Sídnei Amaral, repórter que fazia plantão nas principais bancas de jornais do Rio, onde podia entrevistar torcedores. A banca do Bira, na Almirante Barroso, era um dos points.
A preocupação da Rádio Nacional, na época, era fazer frente à Rádio Globo, que tinha igualmente um belo time de repórteres, mas o Bate Bola da Nacional ganhava o duelo pois ficava mais tempo no ar. Sentado ao lado de José Cabral, no refrigerado e imenso estúdio da Rádio Nacional, eu comentava as notícias e dava meus palpites quando um clássico do futebol carioca estava se aproximando. Tudo isso de segunda à sexta. Aos sábados e domingos – quase sem folgas – pegava o carro da emissora ou um ônibus e viajava até Bangu, Madureira, Olaria, Bonsucesso e até mesmo Campos dos Goytacazes, Itaperuna, sempre na condição de comentarista. Pedreira...
Certa vez, José Cabral acionou Zildo Dantas na concentração do Flamengo, em São Conrado, e o repórter, disse que não poderia dar notícia alguma pois estava “preso do lado de fora”. Foi preciso que a técnica colocasse um anúncio no ar para que a turma do estúdio – às vezes um repórter também ficava por lá – pudesse dar gargalhadas por causa de um sujeito que estava “preso do lado de fora”.
Mas houve uma tarde em que nem o pessoal da técnica – todos ótimos e experientes profissionais – pôde nos salvar. José Cabral voltou a acionar Zildo Dantas, no Flamengo:
- Alô, Zildo...O que você pode nos contar hoje sobre o Flamengo?
Com a voz rouca, Zildo foi curto e grosso:

- Não posso contar nada...- E por quê? – perguntou José Cabral.
E da sede do Flamengo veio a resposta inesperada:
-Porque está chovendo a píncaros por aqui...
Zildo havia trocado cântaros por píncaros e eu não soube mais o que ocorreu porque saí correndo do estúdio para não gargalhar no ar... "

terça-feira, 4 de março de 2008

As “Macacas” da Rádio Nacional e o Rádio como um tôdo

Macaco na língua portuguesa, pode significar pré-conceito com relação as etnias da população brasileira, devido à nossa colonização escravocrata- primeiro, foram com os negros trazidos da África para trabalharem na cana-de-açucar entre os séculos 16 e início do século 20. Já na virada do Século 20, pela Lei Áurea assinada pela Princesa Isabel,vieram para o Brasil, os imigrantes como japoneses e italianos para trabalharem nas lavouras de café no Vale do Paraíba.

No início dos anos 1920, os meios de comunicação de massa, primeiro nos Estados Unidos, com a primeira empresa radiofônica, a KDKA, utilizava equipamentos fabricados pela Westinghouse. O rádio não demorou a vir e rapidamente tornou o principal meio-de-comunicação das donas-de-casa e pessoas menos favorecidas monetariamente e sem instrução.

As empresas radiofônicas brasileiras surgiram como rádios-sociedades, criadas por Roquette Pinto e Henrique Morize, cujas finalidades eram estritamente culturais e educativas. Ainda estávamos na Era Amadora.

Já na década de 1930, o presidente da República, Getúlio Vargas, quis criar uma emissora do governo, cujos fins eram na educação popular, em sua maioria, com baixa instrução escolar, e “por atrás dos bastidores”, fazer do rádio, o seu palanque. Assim nascia a querida e cultuada Rádio Nacional do Rio de Janeiro, nos 1130 AM, a antiga capital do Brasil até abril de 1960.

Para os mais novos, a Rádio Nacional é a sombra do que era na chamada Era de Ouro, nos anos de 1940 e início dos anos 1960, até o começo da Ditadura Militar em 1964, com a instituição do Ato Institucional número cinco- o AI 5. Voltando a Época de Ouro, a Rádio Nacional povoou histórias para a população, ao criar mitos como Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Adelaide Chiozzo, Deise Lúcide, as irmãs Baptista compostas por Dircinha e Linda; Almirante, Marlene, César de Alencar, Nair Bello, Ivon Cury, Gerdal dos Santos e muitos outros que construíram os seus nomes e suas artes sinceras, graças ao nome RÁDIO NACIONAL.

Macacas, o título da coluna, nada mais é do que o nome para fans histéricas que enchiam o palco da emissora na Praça Mauá no 7, gritando o nome de seus ídolos no programa do César de Alencar. As “macacas” mais inflamadas eram as fans de Emilinha Borba e Marlene.

O tempo passou e não existem “macacas” como antigamente, à Época de Ouro da Rádio Nacional, diria a minha avó- mas, se existe uma pessoa que larga a televisão para ouvir “a latinha”, esta pessoa sou eu. Não tenho e nem quero ser pretenciosa por querer saber tudo sobre rádio, mas esse veículo de comunicação me fascina de tal forma, que só sobre rádio e a Rádio Nacional, até agora, adquiri sete livros. Portanto, me apelidei carinhosamente por “macaca”.

Obrigada,
Isabela Guedes

Ary Barroso, o "Homem da Gaitinha"

Esta crônica será em homenagem ao grande compositor popular dos anos 30: Ary Barroso.

Ary Barroso dispensa comentários no que se refere ao cancioneiro popular, pois "Aquarela do Brasil" é sinônimo de Ary Barroso, que era rubro-negro doente (alguém vai me contestar que os flamenguistas são sadios no que se refere ao Clube de Regatas do Flamengo?).

Ary começou a ser um brilhante narrador (speaker) em 1934, dedicando-se a essa atividade por 18 anos, criando um estilo próprio: festivo e perto da torcida.

Em 1937, Ary Barroso fez uma partida internacional pela Rádio Cruzeiro do Sul em Buenos Aires, entre Brasil e Argentina.

A célebre gaita surge quando ele locutava pela Rádio Tupy, junto com a massa popular. Esta, por diversas vezes, perdia o lance final do jogo e acabava ignorando o resultado da jogada devido ao grande barulho das massas.

O instrumento bucal sonoro possuía escala cromática irregular, aguda, e era genial para a ocasião. Ele levou aos montes e anunciou como a novidade já no jogo seguinte.

A partir daí, Ary Barroso teve a magistral idéia de introduzir sons musicais durante os jogos do esporte bretão, tornando-se o precursor do uso de vinhetas nas transmissões esportivas.

Por tudo isto, Ary Barroso abandonou o uso do bordão “gol” durante as partidas e adotou as gaitas, sempre tocadas na hora do êxtase máximo que uma torcida pode ter: o gol.

Obrigada e até a próxima.

*Esta crônica teve uma bela contribuição através da dissertação do II Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho, realizado em Florianópolis de 15 a 17 de abril de 2004, com a Coordenação da Professora da UFF, Ana Baum. Este texto está possibilitado na Internet pelo site Escola de Rádio.

Isabela Guedes

Sou a "Moça da Maricota"

Pode parecer tendenciosa esta minha primeira crônica e primeiro título sem ao menos me apresentar.

Para começo de prosa, prazer, me chamo Isabela Guedes, tenho 26 anos, estudante de jornalismo das Faculdades Integradas Hélio Alonso-FACHA e amante do futebol no rádio (há mais de uma década; isto é, há 13 anos).

O meu propósito ao escrever estas crônicas para o novo segmento, que é um site, é colocar um pouco daquilo que sei - que, modéstia à parte, é diminuto. Mas como tudo nesta vida é aprender e acumular experiências, aqui vou eu. E outra questão que exponho aqui: por quê não colocar “um toque feminino” num ambiente predominante masculino?

O título dado a esta crônica foi pensado em homenagear aos principais “atores do espetáculo”. Não, não estou falando sobre os jogadores de futebol. Na verdade estou me referindo aos narradores esportivos, comentaristas, âncoras e repórteres do rádio, que levam emoções e vibrações a milhares de almas do Oiapoque ao Chuí.

Há mais de 70 anos o rádio esportivo - principalmente o do Rio de Janeiro - leva o ouvinte não só a informações e detalhes das partidas, mas principalmente à voz e à emoção, fazendo com que o ouvinte, com os olhos fechados na sua casa, no Maraca e, futuramente, no Engenhão estivesse à beira do gramado num encontro épico dos gigantes da pelota que, assim, se enquadram os jogadores do futebol.

O título desta primeira coluna neste segmento é prestar uma homenagem singela ao grande José Cabral, cujo bordão era “o Moço da Maricota”, e que, ao narrar pela Rádio Nacional em 2005 o Campeonato Carioca, foi um dos alentadores para um problema meu familiar.

Ah, antes que termine, porei uma letra de música que retrata um pouco a paixão que temos pelo rádio e, principalmente, ao futebol, que sinceramente, se não fosse a este veículo, muitos craques e keepers não teriam o estrelato nas vozes dos imortais narradores esportivos e, indo mais além, a nós, os espectadores. Esta composição é do Herivelton Martins e se chama “Meu Rádio e Meu Mulato”, na voz feminina de Zélia Duncan:

"Comprei um rádio muito bom a prestaçãoLevei-o para o morro/E instalei-o no meu próprio barracão/E toda tardinha, quando eu chego pra jantar/Logo ponho o rádio pra tocar/E a vizinhança pouco a pouco vai chegando/E vai se aglomerando o povaréu lá no portão/Mas quem eu queria não vem nunca/Por não gostar de música/E não ter coração/Acabo é perdendo a paciência/Estou cansada, cansada de esperar/Eu vou vender meu rádio a qualquer um/Por qualquer preço, só pra não me amofinar/Eu nunca vi maldade assim, tanto zombar, zombar de mim/Disse o poeta , que do amor era descrente/Quase sempre a gente gosta/De quem não gosta da gente".

Obrigada pela atenção e até a próxima.

Isabela Guedes